sábado, 21 de outubro de 2017

PERMISSÃO INTERNACIONAL PARA DIRIGIR É ACEITA EM MAIS DE 100 PAÍSES.


Quem tem o sonho de dirigir pela histórica Rota 66, de Chicago até Los Angeles, nos Estados Unidos, ou explorar a América do Sul de carro, passando pelo Uruguai, Argentina e Chile, por exemplo, pode pedir a Permissão Internacional para Dirigir (PID) para o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) de forma online no portal www.detran.sp.gov.br.

O documento é aceito em mais de 100 países e serve como tradução da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em sete idiomas: Alemão, Árabe, Chinês, Espanhol, Inglês, Português e Russo. Sua validade é de três anos ou até vencer a CNH, o que ocorrer primeiro, e deve ser utilizado sempre junto com a habilitação original.

O uso da PID é exigido nos países signatários da Convenção de Viena ou que têm o princípio da reciprocidade com o Brasil só a partir de 180 dias de permanência, mas o Detran.SP ressalta que o porte pode facilitar a vida do condutor, tanto em fiscalizações quanto para locações de veículos, entre outras situações, no exterior. A lista completa dos participantes da convenção está disponível no site do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), neste link http://scup.it/ee9h.

Quem vai viajar para localidade que não aceita a PID (como a China, o Japão e a Síria), deve se informar sobre as normas necessárias para a condução de veículo diretamente com a entidade de trânsito do país de destino ou com o representante no consulado.

Pode solicitar a Permissão Internacional para Dirigir quem tem CNH dentro da validade, não está cumprindo período de suspensão ou cassação do direito de dirigir nem tem outras restrições administrativas ou judiciais que impeçam a expedição do documento. Vale ressaltar que a PID não substitui a CNH dentro do Brasil.

Como solicitar

A Permissão Internacional para Dirigir (PID) pode ser obtida de forma online, com entrega pelos Correios. Basta acessar o portal do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br), clicar em "Serviços Online">"CNH-Habilitação">"Dirigir no exterior">"Tem habilitação no Brasil e quer dirigir no exterior? Solicite a PID".

Quem preferir pode fazer o pedido presencialmente, na unidade de atendimento do Detran.SP na qual a CNH está registrada ou nos postos Poupatempo. A taxa de emissão do documento é de R$ 275,77. Para receber a PID em casa, o motorista paga mais R$ 11 do custo de envio pelos Correios.

O passo-a-passo completo para obter o documento pode ser consultado no portal do Detran.SP, ou diretamente neste link http://bit.ly/1Ju5NDN.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

FENATRAN 2017 SE CONSOLIDA COMO A MELHOR PLATAFORMA DE NEGÓCIOS DO SETOR DE TRANSPORTES DE CARGAS E LOGÍSTICA.


A 21ª edição do Salão Internacional de Transporte Rodoviário de Cargas superou as expectativas de expositores e da organização com vários negócios fechados durante os cinco dias do evento.

O intenso movimento de visitantes com decisão de compra e os negócios fechados já durante os cinco dias da FENATRAN – Salão Internacional de Transporte Rodoviário de Cargas superaram as expectativas de expositores e da organização. A perspectiva desde o início era a de que a 21ª edição do Salão acompanharia os sinais positivos emitidos pela economia do país. “Pelo retorno que tivemos dos expositores, essa edição foi uma virada para o setor, e se consolida como a melhor plataforma de negócios em transportes de cargas e logística”, avaliou Gustavo Binardi, diretor de eventos da Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora Salão. O setor de transporte e de logística é um dos principais sinalizadores de desempenho da economia e, considerando a movimentação registrada na FENATRAN 2017, em sinergia com a MOVIMAT 32ª edição do Salão Internacional da Logística Integrada, que se encerrou na quinta-feira, dia 19 de outubro, há fortes indícios da retomada do crescimento.


O público, que superou os 50 mil visitantes esperados, pôde ver as novidades em produtos e serviços preparadas pelos 350 expositores e especialmente pelos principais fabricantes de caminhões, implementos rodoviários, autopeças, empresas de gestão de frotas e postos de combustíveis. Todas as sete marcas de caminhões que estiveram presentes na FENATRAN fecharam negócios, informou o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Antonio Megale. “O Salão foi um grande sucesso, tanto de público quanto no resultado comercial. As marcas estão aproveitando o momento de alavancagem da economia para retomarem a produção que estava parcialmente paralisada, e os frotistas estão aproveitando para renovar seus veículos”, afirmou. Megale disse ainda que a avaliação dos fabricantes sobre a organização do evento e sobre a infraestrutura do pavilhão também foram muito positivas.

Na avaliação da ANFIR - Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários - o Salão também foi bastante positivo. “A FENATRAN consolidou o movimento de recuperação que a indústria está experimentando nos últimos meses”, afirmou Alcides Braga, presidente da entidade. Durante o evento as empresas associadas realizaram negócios nos dois segmentos. No setor Leve (carroceria sobre chassis) foram negociadas em torno de 150 unidades e no segmento Pesado (reboque e semirreboque) aproximadamente dois mil produtos. Além disso, são esperados para os próximos meses a venda de cerca de 1.200 produtos, na sua maioria pesados. Braga também é diretor da Truckvan, que, de acordo com ele, acompanhou o forte movimento do Salão. “Abrimos muitas negociações novas e novos contatos com clientes, com isso, já fechamos várias encomendas”, adiantou.

A palavra “sucesso” também integrou a avaliação do presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes. Para ele, a FENATRAN 2017 “superou as expectativas”. “Acredito que essa pode ser considerada a FENATRAN da virada. Um marco na retomada da economia após uma crise sem precedentes. Estamos todos muito otimistas e esperançosos de que dias melhores virão”, disse. Fernandes afirmou ainda que todos os segmentos envolvidos com o transporte rodoviário de cargas demonstraram a intenção de voltar a investir.


Bastante entusiasmado com os resultados do Salão, o diretor da área comercial da Volvo Caminhões, Bernardo Fedalto, também afirmou que o evento foi um “marco”.  "Calculamos a venda de cerca de R$ 600 milhões em veículos, por volta de 1500 unidades, que devem ser comercializados a partir dessa edição, fora os R$ 300 milhões em serviços. Destacamos também que a taxa de conversão dos atendimentos foi de mais de 50% em 2017, número inédito. Recebemos muitos clientes médios e grandes, com lotes de 20, 30, 40 veículos”, afirmou. Taxa de conversão de atendimentos é o volume de negócios efetivamente realizados.


Na Scania, segundo seu diretor-geral Roberto Barral, desde o início do ano a marca vinha registrando bons resultados e na FENATRAN a boa expectativa foi totalmente comprovada. “Percebemos o sentimento de otimismo em todos os clientes que vieram ao nosso estande”, ressaltou. Barral disse ter ficado surpreso com o índice de aceitação do serviço inédito de manutenção, apresentado no Salão,  que acompanhou os veículos vendidos da marca. Apesar de ser optativo, 90% dos clientes que fecharam negócios na Scania compraram também esse serviço.


Para o diretor de Vendas e Marketing para Caminhões da Mercedes-Benz Brasil, Ari Gomes de Carvalho, a FENATRAN “foi melhor do que a encomenda”. “Recebemos um fluxo de clientes maior do que esperávamos. O mercado despertou, e o evento simboliza essa transformação. O que posso adiantar é que, muito provavelmente, zeramos nosso estoque de dois mil veículos que possuíamos antes do Salão”, comentou. Segundo Carvalho, os clientes vieram à FENATRAN com a intenção de renovar a frota ou ampliá-la por conta de novos contratos. “E a MOVIMAT, ao ser realizada simultaneamente, também atraiu para o pavilhão um público que não viria visitar os veículos”, afirmou.


“Conseguimos realizar vendas efetivas e todos os pedidos feitos durante o Salão são de clientes com alto potencial de compra, e que certamente contribuirão para o crescimento das nossas operações no Brasil”, revelou o diretor Comercial da DAF Caminhões Brasil, Luis Gambim.  


A MAN também elogiou a qualidade dos visitantes e pelo poder de decisão de compra. “Teve um público muito grande que veio querendo fechar negócio, o que ficou muito acima da nossa expectativa inicial. O nosso estande ficou lotado de segunda a sexta”, afirmou diretor de vendas de caminhões, Antonio Cammarosano Filho.


Para a Iveco, a FENATRAN deu uma boa injeção de ânimo no setor. “Esse Salão trouxe o que não víamos há um bom tempo: gente sentando para fazer negócios e, principalmente, falar de coisas positivas, otimistas. Nos deu uma grande esperança, a de que quem precisa dos nossos produtos está deixando a crise para trás”, disse o  gerente de Marketing Mauricio Correa.

Implementos e serviços


O movimento no estande da Sascar, empresa do Grupo Michelin, foi “além das expectativas” gerando ótimas oportunidades de negócios, segundo o diretor de Marketing, Bruno Portnoi. “Os novos relacionamentos e os contatos com os clientes feitos durante a feira nos dão a certeza de bons negócios a curto e médio prazo”. Portnoi considerou muito oportuna a realização da FENATRAN em conjunto com a MOVIMAT. “Conseguimos atender aos dois públicos. Para nós isso foi e é um agregador e intensifica nossos negócios”.

O gerente de Marketing e Gestão de Rede da Randon Implementos, Claude Padilha, afirmou que a participação da empresa na FENATRAN foi planejada para trazer produtos inovadores e oportunidades de negócios para os clientes. “Ficamos muito satisfeitos com os resultados, iniciando negociações diretas para futuras vendas”, completou.

A presença estrangeira na FENATRAN foi destacada pelo assessor técnico da diretoria da Lavrita Vitor Mutton. "Além de um público muito interessado daqui do Brasil, recebemos muitos visitantes de toda América Latina, como Chile, Argentina, Uruguai, Peru, Costa Rica, Cuba, Guatemala, Bolívia, Panamá, entre outros países. O público é bem qualificado, e a realização junto da MOVIMAT atrai um pessoal que não viria nos visitar".  Na Planalto, a presença do público também surpreendeu. Segundo o diretor comercial, Danillo Lisboa Mattos, houve uma visitação “maciça”, com “alta procura de clientes do Brasil e de fora”.

De acordo com o supervisor regional de vendas da Zegla, Luiz Carlos Prigol, a empresa conseguiu comercializar entre R$ 120 mil e R$ 130 mil. “Recebemos aqui muitos compradores de fora: chilenos, colombianos, bolivianos, peruanos. O saldo é superpositivo”, destacou.

2PRÓ Comunicação. 

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AUTOCLASICA: BUGATTI TYPE 57 ATALANTE, O BEST OF SHOW.
Por Roberto Nasser.

Mais relevante dos encontros sul americanos de automóveis antigos, o Autoclasica em 17ª edição registrou recordista participação de quase 1.000 veículos e arranhou 50.000 visitantes. Foi o mais movimentado da sequência do evento.

A rara carroceria do também raro Bugatti foi moldada manualmente pelo francês Gangloff em apenas 17 unidades. O automóvel, um puro sangue para corridas, empregava motor em alumínio, oito cilindros em linha, 3,3 litros, e é um dos Bugatti mais valiosos, estimado em US$ 8M. Pertence ‘a família Sielecki, dona de larga e refinada coleção, usuais convidados a participar do Pebble Beach Concours d´Élegance em Carmel, Ca.

Disputou o seleto troféu com outras referências, também mítico Ferrari 250 GT, modelado por Mario Boano, e por referencial Hispano Suiza, marca concorrente de Rolls-Royce e Isotta-Fraschini.

90 mil metros quadrados de área expositiva no Hipódromo de San Isidro, a 50 quilómetros de Buenos Aires fazem a festa dos diletantes antigomobilistas, perpassando entre barracas de clubes, de eventos assemelhados, ilhas de veículos separadas por marca ou tipo. Aberto na sexta feira, foi saudado com chuva, transformando o piso da negra terra turfosa num atoleiro preto. Sábado a presença popular iniciou desencantar, permitindo circular bordejando as poças d´água. No domingo a sensação era de viagem para todos os argentinos. Não havia fila para entrada, as aleias estavam vazias. Confortável aos visitantes, sensação de decepção a expositores, pré pânico entre centenas de vendedores de peças, serviços, literatura.

Segunda-feira, lá feriado pelo Dia da Raça – qual é a raça dos habitantes da América do Sul, tão frequentada por levas de imigrantes? – o negócio desencantou sob o sol poderoso, visitantes em quantidade industrial, filas bem fornidas e o inacreditável fato ocorrido no caminhão-stand da Paty, vendedora de sanduíches, ter-se encerrado o prato típico de eventos a céu aberto, o Choripan – linguiça assada como churrasco e servida num pão com molho criollo, o nosso vinagrete.

Ampla variedade de prêmios para igualmente ampla variedade de tipos de expositores, incluindo carros de corrida, premiação a produtos nacionais, prestígio ‘as motocicletas, segmento em amplo crescimento.

Até a visitantes estrangeiros é perceptível um ar de arrepios quanto ‘a premiação. Família Peres-Companq, dita a de patrimônio mais saudável na Argentina, levou exemplar de Fórmula 1 ex Michael Schumacher, campeã, para integrar o rol de Ferraris comemorando os 70 anos da marca. Não ganhou sequer medalha de bom comportamento, não mereceu citação, exibindo uma abrasão aparentemente viva entre os colecionadores mais destacados do país.

O Autoclassica, estruturado pelo Club de Automoviles Clasicos, é aula de organização e captação de patrocínios, e deveria servir de exemplo aos presidentes de clubes no Brasil. É indicado pela FIVA, a federação da especialidade, como o único evento sul americano dentre os 10 melhores do mundo.

Bugatti Atalante

Ferrari GTO, e; Hispano, c; Bugatti Atalante, trinca vencedora

VW muda e mantém projeto

O bater de asas da borboleta na floresta amazônica tem a ver com o desabamento de toneladas de neve nos picos do Himalaia? Parece contra senso, mas tudo a ver e, em especial, com os movimentos empresariais comandados por holdings, caso da Volkswagen liderando 12 empresas de veículos. Mês passado para reformular sua diretoria a alemã Audi, uma delas, resgatou da China o executivo Alexander Seitz, então Vice Presidente comercial. Abriu espaço na operação chinesa e para supri-lo a holding foi pinçar elemento em empresa outra empresa, a VW. Escolha recaiu sobre David Powells, então presidente da operação no Brasil. Aqui havia conquistado as benesses da matriz para reformulação operacional e lançamento de 20 produtos, preparando-a para ascender no mercado, saindo de inexplicável 3ª. posição. Havia igualmente revitalizado a operação de vendas externas ‘a América Latina e Caribe, incrementando a produção para exportações.

O espaço aberto pelo movimento de sua transferência provocou a transferência, leia-se ascensão, de Pablo Di Si, argentino, homem de finanças, para gerir a VW do Brasil, acumulando com América Latina e Caribe.

Pela primeira vez na história desta empresa o substituto tem proximidades com o país. Não é alemão, austríaco ou sul africano, como soem ser os designados, e alinha grande intimidade com o Brasil, costumes, linguagem – aqui foi diretor da Fiat.

Ex presidente da VW na Argentina, lá recuperou marca e penetração no mercado, e terá bom desafio pela frente. Recebeu um bom projeto calcado em 10 pontos – desde a valorização dos colaboradores até os novos produtos. Segundo crê, o mercado automotivo nacional deverá crescer entre 8 e 10% nos próximos 4 anos, fugindo dos projetados 2,8M. Há esperança de boa performance por mercado e rede de revendedores.

Mercedes inicia apresentar Classe X

Picape, como a Coluna antecipou mundialmente, o Classe X, com previsão de construção na Argentina em 2018 e vendas em 2019, iniciou ser apresentado e detalhado. En San Vicente de Tagua-Tagua, Chile, Mercedes faz test-drive à imprensa sul americana. Argentinos com prioridade.

Questão de cortesia regional, pois o Classe X iniciará ser produzido na Espanha e vendido na Europa ainda este ano. No próximo outros mercados atrativos ao tipo, África do Sul e Austrália. Faz movimento, promove mídia, divulga para ir-se preparando à concorrência com produtos líderes, como Ford Ranger e Toyota HiLux. O Classe X é o Nissan Frontier com re leitura Mercedes. Como aqui já se descreveu, tem bitolas mais largas 70 mm para maior estabilidade e menos reatividade na suspensão. Na prática tal mudança implementa o conforto na rolagem, e daí intenta ocupar lugar acima da disputa a ser estabelecida entre o Frontier e o Alascan, interpretação Renault sobre o produto.

Virá em três versões, Pure, para trabalho; Progressive, meio termo; Power, com trato Mercedes de uso confortável.

Em motorização, três, diesel: L4, 2,3 e 163 cv, 403 Nm, versão de entrada. Progressive mesmo motor, entretanto com dois turbos, elevando a potência a 190 cv e 450 Nm. Power, versão de topo, V6, 3,0, 258 cv e 550 Nm. Transmissão manual de 6 velocidades ou automática de sete, opção de tração total.

O antecessor, picape W115, 240D, dos anos 70, e o Classe X

Fábrica de Automóveis. Vende-se

Grande oportunidade. Fábrica nova,  instalada em Jacareí, SP, próxima à Via Dutra, a 100km de São Paulo. Área de 1 milhão de metros quadrados,  400 mil  m2 de área construída, capacidade industrial instalada de 50 mil veículos e motores/ano; centro de distribuição de partes; unidade de fundição de construção recentíssima, direitos de produção, cessão de tecnologia, acompanhamento técnico. Mercado em ascensão.
Preço US$ 64 milhões por 50,7% das ações.

O comunismo desiste

A Chery capitulou. Única chinesa com fábrica no Brasil, operação relevante com linha de produção, fundição, centro de distribuição de peças, polo de auto peças, empresa não se viabilizou economicamente. Por conta de greves contínuas não consegue produção linear ou cumprir prazos industriais para troca de produtos, além de escriturar prejuízo monumental. Por tais condições decidiu vender metade da operação e o mando no negócio, de acordo com anúncio no sítio da Changjiang Equity Exchange da cidade de Wuhu, sede da empresa, relata o Auto News China

Para empresa estatal chinesa situação é novidade. O regime comunista aplicando no capitalista e tomando prejuízos. Um antagonismo dialético.

No Brasil a empresa a ser vendida desconhece a decisão, e no mercado vigora a teoria do interesse na aquisição pelo empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Dr. CAOA. Sua empresa, montadora de Hyundais em Anápolis, Go, já andou conversando com a Chery para uma aproximação industrial. Questão da sobrevivência ou viabilidade não parece baseada em questões industriais ou mercadológicas, mas tão somente de caráter trabalhista. O sindicato dos metalúrgicos da região, o vale do Paraíba, por suas constantes greves e geração de insegurança já conseguiu exportar produção empregos da General Motors para a Argentina. O Cruze e sua motorização seriam feitos em São José dos Campos, SP. Repete o caso com a Chery, mas a fama de métodos objetivos precede o Dr CAOA.

Chery Brasil, à venda

Roda-a-Roda

Volta e vai – Apesar da negativa Ferrari prepara um utilitário. Código de referência é personalizado, sendo referido como FUV – Ferrari Utility Vehicle. Coisa para  2020. Quer ser o único no segmento,  superior a todos os demais.
Será? – Proposta difícil. No segmento com foco no mesmo equilíbrio entre conteúdo, propósito e clientes, existirão Bentley Bentayga, Aston Martin hoje dito Concept, e Lamborghini Urus.
Mais – Ford iniciou produzir o EcoSport em Craiova, Romênia, fornecedora do produto para a Europa. Planta também produz o motor EcoBoost 1,0. Mercado europeu de utilitários esportivos cresceu 27% ano passado.
Erado – A superação de vendas do Hyundai HB20 pelo Renault Kwid, exibe consequência adicional: o produto coreano ficou subitamente envelhecido se comparado à novidade. Marca registrada do país, os múltiplos planos, os cortes, tem vida curta.
Mexida – Para ampliar faixas de atuação e melhor aproveitar o bom momento de demanda de seus produtos, Ford adicionou versões S e Tecno ao Ka. Preços entre R$ 44 mil e R$ 52,7 mil. Para o sedã Ka+, versão Advanced e preços de R$ R$ 55,7 mil e $ 60,7 mil.
Ampliação - Toyota abriu o leque de opções para o picape Hilux e a utilitário esportivo SW4 modelia 2018. Hilux tem onze versões, SW4 sete, ambos com três a diesel e quatro flex. Marca formatou Hilux diesel 4x4, cabine dupla, seis marchas mecânicas e SW4 diesel, automática de cinco marchas exclusivamente para vendas em frotas.
Quanto – Preços em largo espectro. De R$ 109 mil a quase R$ 253 mil. No leque de veículos surgiu a opção SW4 com 7 lugares.
Importância – Pela primeira vez a BASF incluiu em sua projeção de cores uma especial para a América do Sul. É o Visual Arete, verde metálico intenso com tons azulados. Segundo a poética descrição do fabricante, ela dança entre o brilho e o mistério, proporcionando sofisticação aliada ao equilíbrio, além de trazer força e resiliência ... Consegue entender e visualizar? Nem eu.







* Roberto Nasser, edita@rnasser.com.br, é advogado especializado em indústria automobilística, atua em Brasília (DF) onde redige há ininterruptos 42 anos a coluna De Carro por Aí. Na Capital Federal dirige o Museu do Automóvel, dedicado à preservação da história da indústria automobilística brasileira.


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BOSCH TRANSFORMA SMARTPHONE EM CHAVES DO CARRO.


Para muitos, as seguintes cenas são familiares: na correria da manhã você não consegue encontrar as chaves em lugar algum ou, ainda, em um dia de compras e com as mãos cheias de sacolas, quem nunca desejou destrancar o carro dizendo apenas "abre-te sésamo"? Para colocar um fim em situações como esta, a Bosch transformará o smartphone em chaves de carro. "Com o Perfectly Keyless, nosso sistema digital de acesso ao veículo, o motori sta não dependerá mais das chaves tradicionais. Este é um ótimo exemplo de mobilidade conectada sem estresse", afirma Harald Kröger, presidente da divisão de Eletrônica Automotiva da Bosch. 

O funcionamento desta tecnologia é simples: ao se aproximar do veículo, o smartphone do motorista é identificado pelos sensores de bordo. "Uma vez que a identificação é realizada, o carro destranca sem a necessidade de uma chave física. Da mesma forma, a chave não é necessária para dar partida no carro, nem para trancá-lo após a viagem", diz Kröger. 

O dono do veículo pode, inclusive, dar acesso a outros motoristas por meio de um aplicativo, no qual uma chave virtual é enviada pela nuvem para outros smartphones de forma segura contra acessos não autorizados. Isso permitirá que provedores de serviços de compartilhamento de carros e operadores das frotas de veículos gerenciem o acesso e as chaves com flexibilidade. 

Viagem livre de chaves e estresse 


O Pefectly Keyless da Bosch é uma chave digital. Para usá-la, o motorista faz o download de um aplicativo em seu smartphone, o qual se conecta ao carro e gera uma chave de segurança individual - ela servirá apenas na fechadura digital do respectivo veículo. O sistema se conecta aos sensores de bordo e mede a distância do veículo e do smartphone, para identificar a chave de segurança. Uma vez que esta distância é menor que dois metros, as portas se destrancam e não é mais necessário procurar as chaves. 

Ao mesmo tempo, o espelho retrovisor e o assento também são regulados automaticamente, de acordo com as especificações individuais predeterminadas. Além disso, quando o Perfectly Keyless detecta o smartphone dentro do veículo, o motor pode ser ligado apenas apertando o botão de ignição start-stop. Além disso, ao final da viagem, quando o motorista deixa o carro, o sistema continua monitorando o smartphone e, assim que alcança uma distância de dois metros do veículo, ele é automaticamente trancado de forma segura e um aviso é enviado diretamente para o celular do condutor. 

Gerenciamento da chave individual 


O proprietário do veículo pode usar o Perfect Keyless para tornar seu carro disponível para outras pessoas, como familiares e amigos. Ao invés de ter que entregar as chaves pessoalmente, um pai pode simplesmente usar o aplicativo para dar acesso ao veículo para seus filhos. O sistema gera uma outra chave de segurança individual, que é enviada pela nuvem para o smartphone e pode ser personalizada de acordo com as especificações de cada usuário, tornando cada chave única. 

Além disso, o Perfectly Keyless também é aplicável para frotistas de veículos, para conceder acesso ou bloquear os usuários digitalmente, conforme limites geográficos e de tempo, se desejado. Isso permite que operadores das frotas, como empresas de aluguel de carros, provedores de serviços de compartilhamento de veículo s e empresas em geral, gerenciem as chaves de modo digital, usando um aplicativo e a nuvem. 

Perguntas e respostas 

Para que o Perfectly Keyless funcione, qual hardware meu carro deve ter? 
O fabricante deverá instalar sensores de proximidade e uma unidade de controle no veículo. Estes sensores medirão a distância entre o smartphone e o carro e registrarão em qual direção o motorista se desloca. A unidade de controle também administra a chave de segurança digital e garante que os sistemas de smartphone, nuvem e veículo se comuniquem adequadamente. 

E se o usuário perder seu smartphone? 
Em caso de perda do smartphone em que o aplicativo está instalado, a chave digital pode ser desativada online. Com isso, o acesso ao veículo é bloqueado tanto para o proprietário quanto para os usuários autorizados e terceiros. Um novo smartphone pode ser conectado ao veículo a qualquer momento e uma nova chave de segurança individual será gerada. Neste período, a chave convencional continua funcionando normalmente. 

Como o Perfectly Keyless se difere dos sistemas de acesso sem chave já existentes no mercado? 
Os sistemas de acesso sem chave já disponíveis no mercado ainda possuem uma chave física equipada com o chip, o que significa que o motorista continua dependendo dela sempre por perto. Os primeiros sistemas de acesso digital via aplicativo estão sendo usados por serviços de compartilhamento para extinguir essa necessidade. Seja para entrar ou sair, o usuário solicita acesso pelo smartphone antes de cada viagem. Com o Pefectly Kelyless, ter um smartphone no bolso é suficiente. O sistema de acesso ao veículo automaticamente o destrava assim que o condutor e o celular se aproximam do carro. Não é necessário ter uma chave, um cartão de chip, nem mesmo desbloquear a tela do celular. 

Com qual sistema operacional o Perfectly Keyless funciona? 
O sistema é compatível com os sistemas operacionais comuns usados at ualmente. 

Clique na telinha e confira o vídeo sobre o Perfectly Keyless da Bosch.




Visite
www.bosch.com.br.

Bosch do Brasil.

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CRONOS É O NOME DO NOVO SEDÃ DA FIAT.

O próximo lançamento da Fiat tem o nome relevado numa grande ação digital, promovida através de uma divertida corrida.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) está agitando a internet para anunciar o nome do seu novo sedã com aCorrida Fiat, em que seis Mille com escada no teto protagonizam uma divertida competição. A escolha recaiu sobre Cronos, o mais jovem dos titãs, filho de Urano, o céu estrelado, com Gaia, a Terra. Ele é o deus do tempo, capaz de reger todos os destinos.

A revelação do nome foi precedida de ação de engajamento de fãs da marca nas redes sociais, através de conteúdos produzidos a partir da corrida promocional organizada pela Fiat. Às 14h desta sexta-feira (20), a empresa anunciou oficialmente o nome do novo sedã, por meio da divulgação do vídeo sobre a corrida, em que os seis Mille vão sendo substituídos a cada volta por um modelo recentemente lançado pela Fiat – Mobi, Toro e Argo. Cada carro, ao entrar na pista, traz na carroceria uma letra que forma o nome. Ao final, lê-se Cronos. 

Clique na telinha e assista à Corrida Fiat.



O objetivo da promoção é mostrar a evolução da gama de produtos da marca e do próprio mercado brasileiro. A Fiat é a maior protagonista dessa evolução, democratizando o acesso à tecnologia e à inovação, através de marcos como o primeiro carro a etanol produzido em série no mundo (o Fiat 147), do primeiro modelo popular 1.0 (Uno Mille). Além disto, a Fiat foi pioneira com o primeiro veiculo nacional equipado com airbag (Fiat Tipo) e a inauguração da era downsizing (Uno e Tempra Turbo), ratificando este ciclo de renovação com seus mais recentes lançamentos. A marca explora a racionalidade e a inteligência da mobilidade  com o Mobi, as infinitas possibilidades da picape Toro e a modernidade conectada do Argo.

O Fiat Cronos faz parte deste processo de modernização. Além de sua importância estratégica no mercado, sua missão é simbolizar o novo tempo que começa para a Fiat e a FCA.

A empresa está próxima de finalizar o primeiro ciclo da ampla renovação de sua gama de produtos na América Latina. Nos últimos dois anos, a FCA lançou cinco importantes modelos na América Latina, como os Fiat Toro, Mobi e Argo, enquanto a Jeep introduziu no mercado o Renegade e o Compass. São representantes de uma nova geração de veículos, com padrões de qualidade elevados e conteúdos inovadores e que disputam a liderança de seus respectivos segmentos.

O Fiat Cronos vem para mostrar que a passagem do tempo para a Fiat se materializa numa jornada de renovação.

Fiat Chrysler Automobiles.

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METRÔ-DF LANÇA 1ª ESTAÇÃO COM CAPTAÇÃO DE ENERGIA SOLAR DA AMÉRICA LATINA.

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), associada à ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), lançou nesta sexta-feira (20) a primeira estação com captação de energia solar da América Latina, a Estação Solar Guariroba, em Ceilândia. A estação é totalmente sustentável, com placas fotovoltaicas – que convertem a luz solar em energia elétrica.

A inauguração do projeto contou com a presença do Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; do Presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado; do Diretor de Novos Mercador da ANPTrilhos, Rodrigo Vilaça; da Superintendente da ANPTrilhos, Roberta Marchesi; autoridades e convidados.

O Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV) do Metrô-DF conta com 578 painéis e será capaz de gerar 288 mil kWh (quilowatts-hora) por ano, equivalente a 100% do consumo da Estação Guariroba. O sistema está conectado à rede da distribuidora local, e o excedente da energia solar beneficiará todo o sistema metroviário de Brasília.

O projeto pretende diversificar a matriz energética do Metrô-DF e servirá para subsidiar novas implantações em outras unidades operacionais do Metrô-DF, proporcionando uma economia, em média, R$ 150 mil na conta de energia.

Segundo o Metrô-DF, a primeira fase do projeto possui outras três plantas de energia solar planejadas para instalação até 2019, sendo outras duas estações solares de passageiros (Samambaia Sul e Feira) e uma Usina Solar com capacidade instalada de 3,5 MW no Centro Operacional da Companhia. Somadas, poderão gerar cerca de 5 MW de energia, o que representa em torno de 33% da demanda de energia contratada pela Companhia, atualmente de 15 MW por mês ao custo de R$ 3,5 milhões.

O presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado, explicou que, antes da busca pela sustentabilidade ambiental e econômica, a Estação Solar de Guariroba representa uma mudança de paradigmas para o setor metroviário. "Somente as três estações solares (Guariroba, Samambaia Sul e Feira) poderão produzir energia equivalente ao consumo de 10 estações de passageiros. A meta de gerar até 5 MW de energia solar, representando uma economia superior a R$ 1 milhão/mês na conta de energia elétrica, principal insumo para a operação dos metrôs", afirmou.

O Metrô-DF transporta 170 mil usuários/dia aproximadamente. Na Estação Guariroba, 2.820 usuários embarcam todos os dias. Mas toda a população será beneficiada. "Esta usina será referência para os metrôs de todo mundo, devido à especificidade de se funcionar em um sistema de transmissão de elétrica em média tensão que alimenta a rede do metrô", afirmou Marcelo Dourado. Outras estações de metrô no mundo que já têm placas fotovoltaicas são Milão, Nova Iorque e Nova Deli.

"Os operadores metroferroviários brasileiros parabenizam o Metrô-DF pelo projeto de utilização de energia solar. A iniciativa do Metrô de Brasília é um exemplo para os demais sistemas brasileiros. Antes mesmo de ter inaugurado a estação, o projeto recebeu uma premiação internacional", destacou a Superintendente da ANPTrilhos, Roberta Marchesi.

Em abril deste ano, o Metrô de Brasília foi agraciado com o prêmio Golden Chariot Internacional Transport Award, na categoria Companhia Nacional de Transporte do Ano, durante evento "Metas de Desenvolvimento Sustentável – Transporte e Paz", nos dias 12 e 13 de abril deste ano, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra (Suíça).

As placas fotovoltaicas possuem garantia de eficiência de 25 anos. Os recursos financeiros para a estação Guariroba fazem parte do projeto de modernização de energia da empresa, com contrato de financiamento entre o Governo de Brasília e o Banco do Brasil.

MAN LATIN AMERICA REGISTRA SUA MAIOR PARTICIPAÇÃO NA HISTÓRIA DA FENATRAN.


A MAN  Latin America conclui nesta sexta-feira (20) a maior participação de sua história na Fenatran, realizada no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, com saldo bastante positivo. Nesta 21ª edição, a montadora apresentou volume recorde de lançamentos, dos leves aos extrapesados, com a nova família Delivery e avanços no portfólio dos Volkswagen Constellation e MAN TGX. 

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VOLKSWAGEN CONSTELLATION 17.280 TRACTOR POTENCIALIZA EFICIÊNCIA COM VERSÃO 4X2 SEM ARLA 32.


A grande competitividade do mercado brasileiro leva os transportadores de carga a buscarem cada vez mais eficiência na operação. Uma das aplicações que mais crescem ultimamente é a utilização do cavalo mecânico 4x2 atrelado a semirreboques de dois eixos para segmentos como cargas gerais, carga seca e os hortifrutigranjeiros. Para atender a esta crescente demanda do mercado, a VW Caminhões apresenta o Constellation 17.280 Tractor.

O lançamento é versátil e proporciona diversas vantagens ao cliente, sendo a principal o motor MAN D08 que dispensa o uso do Arla 32, único cavalo mecânico do mercado com essa característica. Com 280 cv de potência, o propulsor traz sistema de injeção Common-rail, o mais moderno, preciso e mais simples, com maior facilidade na manutenção.

O elevado torque máximo numa ampla faixa de rotações proporciona menos trocas de marchas e maior capacidade de manutenção da velocidade em rampa.

A transmissão manual de 9 velocidades sincronizadas garante as melhores condições para encontrar a marcha mais adequada para cada situação de operação e eleva a economia de combustível.

O freio de cabeçote EVB é outro destaque, reduzindo a necessidade de utilização dos freios de serviço, os custos de manutenção e, ao mesmo tempo, ampliando a segurança na operação e a durabilidade dos componentes do freio de serviço. A tara do veículo é reduzida, com a vantagem de aumentar a capacidade de carga transportada por viagem e diminuir o custo por tonelada transportada.

Família Constellation estreia pacote Robust, com novo visual e vocação para o trabalho pesado

A família Constellation estreia nesta edição da Fenatran o pacote Robust, que dá nova cara aos modelos e amplia sua vocação para o trabalho pesado com o melhor custo de aquisição.

À venda a partir de janeiro de 2018, o pacote Robust se soma às já conhecidas linhas Trend e Prime. Disponível para a versão Constellation Cabine Estendida, traz a robustez necessária para quem precisa de um caminhão com durabilidade e baixo custo de investimento.

Graças ao novo design do para-choque, curto e metálico, os modelos Constellation Robust terão maior ângulo de entrada, o que amplia sua vocação para encarar os mais difíceis terrenos.

O pacote Robust está disponível para a Linha Constellation, modelos 13.190, 15.190, 17.190, 17.230 e 23.230.

A família Vocacional também contará com a versão Robust nas linhas Compactor, Distributor e Constructor Constellation 17.260, 24.260 e 26.260, além de versões 190 e 230 cv. 

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DE OLHO NO CONSUMO.
Por Fernando Calmon*


A utilização de recursos eletrônicos nos automóveis modernos levou à crescente disponibilidade de medidores de consumo de combustível. No começo a precisão não era grande, mas agora os resultados permitem ao motorista avaliar consumo médio e instantâneo em várias condições de utilização. Tornou-se dispositivo relativamente barato, presente em computadores de bordo até de modelos compactos.

Em tempos de preços altos e preocupações com emissões de CO2, é um dispositivo bastante útil. Afinal, única forma de combater o efeito estufa provocado por esse gás é economizar combustível. Filtros ou catalisadores não servem, no caso. Ao final, um monitoramento que traz vantagens pecuniárias.

Hoje os controles de consumo e emissões para homologação são feitos em testes padronizados em laboratórios, a fim de garantir repetibilidade. Este cenário começa a mudar na Europa com obrigação, em breve, de certificação nas ruas e estradas em condições reais de uso, o que trará mais credibilidade aos números.

O Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e agora Opel) se adiantou. No final de 2015 começou a desenvolver um protocolo de aferição em colaboração com duas ONGs e o Bureau Veritas. Frota de 60 veículos rodou mais de 40.000 quilômetros, numa iniciativa inédita no setor automobilístico, e tornou possível agora estimativas com respeitabilidade para mais de mil versões de modelos das três marcas.

Trabalho semelhante foi anunciado semana passada no Brasil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), porém com intuito específico de comparar consumo de gasolina e etanol em motores flex. Foram escolhidos quatro modelos: Fiat Uno 1,0 manual, Hyundai HB20 1,6 automático, Renault Duster 2,0 automático e Toyota Corolla 1,8 automático. Depois de instalados medidores de combustível, percorreram 15 vezes o mesmo percurso, em cidade e igual número, em estrada.

O resultado demonstrou que, na média, consumo de etanol ficou entre 70,7% e 75,4% do observado com gasolina. As referências do Programa Brasileiro de Etiquetagem estão entre 66,7% e 72,1%, porém com gasolina padrão que contém 22% de etanol anidro. Nos postos de serviço está autorizado até 27% de etanol anidro, o que aumenta um pouco o consumo de gasolina. Daí a utilidade da medição do computador de bordo para aferir o gasto em cada modelo e não deixar de economizar ao abastecer. Outra forma seria fazer cálculos entre abastecimentos ou usar aplicativos com essa função.

No entanto, deve-se observar que adição de etanol à gasolina não aumenta o consumo de forma absolutamente direta à diferença de poder calorífico (energético) entre os dois combustíveis. Etanol proporciona melhores rendimentos térmico e volumétrico ao motor. Este pode aproveitar melhor as diferenças, se bem projetado.

Testes recentes feitos na Alemanha pela Clariant em três modelos Mercedes-Benz, por 12 meses, indicaram que se o volume adicionado de 10% de etanol de cana ou celulose à gasolina alemã subisse para 20%, o consumo seria exatamente o mesmo. E ainda ajudaria na redução de CO2 no ciclo de vida do combustível. Nesse aspecto específico (CO2) rivalizaria com um motor Diesel.

RODA VIVA

COMO se esperava, novo programa de diretrizes de longo prazo à indústria automobilística vai atrasar. Batizado de Rota 2030, esperado para 1º de janeiro próximo, cria estímulos para melhorar segurança e economia dos produtos. Renúncia fiscal seria de apenas 0,5% do que recebe o conjunto do setor industrial. Ainda assim, ministérios envolvidos não se entendem.

DOS recentes boatos nos bastidores do setor um é particularmente curioso. O Grupo CAOA, que tem instalações industriais completas e corpo próprio de engenharia, aproveitaria incentivos do Rota 2030 para produzir em Anápolis (GO), além dos atuais produtos Hyundai, um automóvel elétrico de projeto próprio. A empresa nega, mas sem tanta ênfase.

AUDI Q7 tem dimensões generosas (cinco e sete lugares), mas se comporta com agilidade de um SUV menor. A começar pelo diâmetro ideal do volante, posição de guiar e respostas vigorosas do silencioso motor diesel com torque de nada menos que 61,2 kgfm. Há modo de condução semiautônoma, nível 2, sujeito a limitações de nossas ruas: faixas estreitas e mal sinalizadas.

AINDA falta aprovação em plenário da Câmara dos Deputados, mas o projeto de efeito suspensivo de multas de trânsito até última instância, ou seja, depois de julgada pela Junta Administrativa de Recursos de Infração, merece total apoio. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro estimula o motorista a não recorrer, ao firmar prazos inviáveis, burocracia e até oferecer descontos.

ENTRE aplicações mais ousadas de inteligência artificial, uma vem sendo desenvolvida pela japonesa Sumitomo, dona das marcas Dunlop e Falken. Trata-se do sensoriamento das atividades dos pneus em movimento para um futuro não tão distante. É um algoritmo planejado para medir o desempenho em tempo real, a partir de vibração e rotação geradas.



Fernando Calmon - fernando@calmon.jor.br - é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no Coisas de Agora, WebMotors, Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra). 
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